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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Panquecas com leite de arroz

Mais uma experiência com leite vegetal (depois dos batidos e das pataniscas), desta vez leite de arroz-côco, numas panquecas para um pequeno-almoço de fim-de-semana. Com doce de figo e noz da Quinta de Jugais, foi o começo certo para um dia de merecido descanso.
Panquecas vegan
200ml leite de arroz-côco
1 1/4 chávena farinha de trigo
2 colheres chá bicarbonato de sódio
1/2 colher chá sal grosso
1 colher de chá de canela
1/3 chávena água
2 colheres chá açúcar (usei demerara)
Óleo Fula para untar frigideira

Peneirar a farinha, juntar bicarbonato de sódio, açúcar, sal e canela. Juntar depois o leite e água, mexer tudo com vara de arames.
Pré-aquecer a frigideira untada com óleo num guardanapo em lume médio-alto durante 2 minutos.
Colocar preparado na frigideira com uma concha de sopa, cobrindo todo o fundo da frigideira. Virar as panquecas para cozinharem de ambos os lados, retirar da frigideira. Repetir até terminar o preparado.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

For a change#2 - millet

Continuando na demanda de pratos mais leves e saudáveis, fiz millet, que já tinha em casa para usar em pão de cereais.

O millet é dos cereais que menos gordura concentra, como a aveia, amaranto ou a quinoa, com cerca de 3% de gordura, que é essencialmente composta de ácidos gordos insaturados. Além disso, tem um alto teor de ferro (9 mg em cada 100 g), e ácido silícico que é importante para a pele, cabelo e unhas. É ainda rico em ferro, vitamina A, fósforo, flúor, manganésio, magnésio, vitaminas do complexo B, proteínas e fibras. E não contém glúten.



Uma receita do Continente online:



Lava-se e escorre-se o Millet pode-se alourar na frigideira. Adicionar 2 tigelas de água por uma de Millet. Quando levantar fervura, põe-se o sal, tapa-se, baixa-se o lume para o mínimo. Coze cerca de 20-30 minutos, deixa-se descansar durante 10 minutos.




Outra receita, da Nigella, aqui. (Deve ficar mais saboroso com o caldo de legumes, a experimentar!)

Onde comprar? Comprei no Celeiro há algum tempo, e podem encontrar também nos hipermercados, nas zonas de produtos naturais. Custa cerca de €3 por 500g (mas, como a quinoa, rende bastante).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

For a change#1 - quinoa

Já regressaram todos de férias?? E com saudades das marmitas?

Eu também andei mais ausente daqui e, como vou entrar numa fase de trabalhar em casa, os posts serão mais espaçados e um pouco diferentes...

Nos últimos tempos, procurando alternativas mais leves, comecei a fazer quinoa, que já conhecia na versão sopa e em barras de chocolate do Comércio Justo (mais sobre isto em breve), com legumes.



Uma receita? Fiz com esta da Vaqueiro, mas sem gengibre e sem coentros (e sem piripiri); as ervilhas podem ser substituídas por lentilhas ou feijão branco, por exemplo, ideia que tirei da Freak Veggie.

Descasque 1 cebola e pique-a finamente. Corte 1 alho francês em rodelas, lave em água corrente e escorra bem. Derreta a margarina com alho num tacho, junte a cebola e o alho francês e deixe cozinhar sobre lume moderado, mexendo de vez em quando, até os legumes estarem moles. Entretanto, lave a malagueta, abra-a ao meio e limpe-a de sementes. Corte a malagueta em pedacinhos e junte-a ao refogado.
Adicione as especiarias (1 colher de café de coentros em pó, 1 colher de café de açafrão das Índias, 1 colher de café de cominhos em pó, 1 colher de café de gengibre em pó e 1 colher de chá de canela em pó), misture bem e deixe cozinhar durante 1 a 2 minutos. Deite 1 chávena de chá quinoa num passador de rede e lave-a em água corrente. Escorra bem e junte-a aos legumes. 
Adicione 3,5 dl de água e 200g de ervilhas congeladas, tempere com sal e mexa. Tape o tacho e deixe cozinhar sobre lume brando durante cerca de 15 minutos ou até a quinoa ter absorvido toda a água.
Entretanto, limpe 1/4 de pimento de sementes e películas brancas e corte-o em pedaços pequenos. 
Junte o pimento à quinoa e perfume com coentros acabados de picar. Mexa com um garfo de cozinha e sirva de imediato como prato principal ou acompanhamento.


Onde comprar? Devem encontrar nas zonas de produtos naturais nos hipermercados, mas é mais barato no Celeiro. Ronda os €4 por 500g, mas rende bastante.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Marmita vegan

Entrevista à Ana Mineiro, que é vegan, com direito a receita.




O que é o estilo de alimentação vegan?
Ser vegan (ou vegano) é mais um estilo de vida do que apenas de alimentação: ao recusar comer tudo o que provém da exploração abusiva e do sofrimento dos animais, recusa-se também outros produtos associados ao abuso e à crueldade, como peles (incluindo o couro) ou qualquer tipo de produto de cosmética ou higiene que seja testado em animais.    
Quais são as vantagens desta alimentação?
Para além da consciência tranquila, que vem de saber que fazemos o nosso bocadinho, nem que seja uma gota, para tornar o planeta um mundo melhor para todos, o veganismo é um tipo de alimentação muito mais saudável e muito mais económico do que a alimentação omnívora.
É fácil ser vegan: para além dos legumes e frutas frescas, frutos secos e leguminosas, encontra-se tudo o que é preciso na maior parte dos super e hipermercados. Até mesmo tofu e seitan, (derivados da soja e do trigo, muito ricos em proteínas e geralmente usados pelos vegetarianos, embora não imprescindíveis) e mesmo refeições prontas. Passando a publicidade, o Pingo Doce tem umas excelentes chamuças adequadas para vegans – e para marmitas!


E desvantagens?
A única desvantagem é, no início, ter de ler a letra miudinha de tudo o que se compra: há sempre coisas com leite em pó (até frutos secos!), ovo sintetizado e cochinilha, um inseto que é esmagado aos milhares para dar um tom rosado à comida, e que muitas vezes aparece disfarçado com o nome de E 120.
Também convém verificar se a margarina, leite (de soja, arroz ou outros) e cereais do pequeno-almoço, têm vitamina B12; os omnívoros ingerem-na nos produtos animais, como os ovos, mas os vegan têm de ingeri-la através de outros alimentos.

Fazes cursos?
Já fiz vários, do sushi ao crudivorismo. Agora dou regularmente cursos de comida vegetariana vegan no Porto, em associação com o Centro Vegetariano. Os lugares variam, mas têm sido mais frequentes no restaurante Capa Verde, na Rua Nossa Senhora de Fátima. As sessões costumam ser muito informais e divertidas: durante 4 ou 5 horas cozinha-se, aprende-se (eu aprendo sempre qualquer coisa!), conversa-se e come-se. Geralmente vario os temas (Cozinha do Dia-a-Dia, Comida de Piquenique, Mesa de Festa, Marmita Vegetariana, etc.) e há pessoas que voltam para fazer mais um “tema” diferente. Já tive pessoas com treze anos e com mais de oitenta, e acho que ninguém se aborreceu! O preço é sempre o mesmo: 30 €.  

Alguma dica para quem cozinha vegetais mas não é necessariamente vegetariano?
Uma única dica: atrevam-se. Experimentem tudo o que vem da terra e deixem de comer animais.

Que prato vegan sugeres que seja prático para levar para o almoço no trabalho?
Não uso marmita para o trabalho porque trabalho em casa, no computador, ou demasiado longe de casa para levar marmitas - sou jornalista na área de viagens, e em breve vou reunir as duas paixões num site que está em criação. Uso marmita para piqueniques e caminhadas, que adoro fazer com os amigos.
O meu prato “marmiteiro” favorito, para além do sushi, é a tortilha enrolada, ou wrap. Pode variar-se até ao infinito, do tipo de tortilha (trigo e milho são as mais comuns) até ao recheio.




Tortilha de húmus
■ Tortilhas pré-compradas, de trigo ou milho (existem nas grandes superfícies)
■ Húmus
■ Rúcula
■ Cenoura ralada
■ Azeitonas
Preparação:
Aquecer as tortilhas dos dois lados, para ficarem bem maleáveis. Barrar com humus e cobrir com folhas de rúcula, cenoura ralada e azeitonas sem caroço.
Temperar com um fio de azeite e um pouco de sal.
Para fazer o humus: 1 frasco de grão--de-bico cozido, dois dentes de alho, duas colher de chá de manteiga de sésamo (tahini, à venda nas grandes superfícies), limão, sal, pimenta preta, salsa e coentros. Fazer uma pasta com o grão, o alho e um pouco de água, até ficar macia. Juntar o tahini e os temperos a gosto.
É óptimo para variar das sandes, tem uma excelente combinação de hidratos de carbono e leguminosas que dão energia para caminhar, e também uma boa dose de vitaminas dos vegetais crus. Quem gostar pode juntar umas gotinhas de tabasco.
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